Deixar uma marca no nosso tempo como se tudo se tivesse passado, sem nada de permeio, a não ser os outros e o que se fez e se não fez no encontro com eles,
Editado por Eduardo Graça
domingo, julho 5
Imigração
Sempre observei com curiosidade a contradição entre ser contra a imigração e dela beneficiar. Muitos apoiantes da direita populista anti imigração empregam ou beneficiam do trabalho de imigrantes. Não se trata de um fenómento pontual mas de prática usual e massiva. Sempre me interroguei acerca da origem dos imigrantes sendo percetivel, hoje comprovada por estudos, que a maioria, no caso português, são originários do paises de lingua oficial portuguesa (mais de 50%). Sempre me interroguei acerca da razão de tanta vozearia anti imigração de um povo ele próprio com forte tradição emigrante - ser estrangeiro lá fora - viajante, mestiço, como se dizia no regime celebrado pelos populistas, num pais que "deu novos mundos ao mundo". Sempre me interroguei acerca do que defendem, em termos estratégicos, esses defensores da raça pura que não existe, quais os seus interesses, que alianças internas e externas defendem. Neste contexto como entender a deriva populista dos democratas do PSD?. Como entender as decisões do governo apoiadas em aliança explicita ou implicita com a direita radical populista? Só me ocorrem duas hipóteses de explicação: ou os membros do governo, todos eles de forma flutuante, perfilham o ideário radical populista, usurpando um partido de matriz social democrata, ou, mantendo-se, no essencial fieis a essa matriz, ambicionam combater o radicalismo populista juntando-se taticamente a ele. No primeiro caso é traição, no segundo ingenuidade.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário