Deixar uma marca no nosso tempo como se tudo se tivesse passado, sem nada de permeio, a não ser os outros e o que se fez e se não fez no encontro com eles,
Editado por Eduardo Graça
segunda-feira, setembro 7
Uma singela nota de descrença
O governo minoritário do PSD odeia os socialistas. Esse ódio dimanado do partido está presente no quotidiano das suas práticas. Pode ser que um dia destes quem conheça os meandros das decisões faça relatos pungentes. Sabemos que o regime politico vigente assenta nos partidos e nas maiorias que se formam em eleições livres. O nosso regime é, pois, um regime de partidos e muito bem. Mas daí até à mais primária das partidocracias vai uma grande distância. Dirão que sempre assim foi e será, mas hoje por hoje é paradoxal que um partido que odeia os socialistas careça do seu apoio para sobreviver. Sempre se suscitarão dúvidas acerca da bondade deste apoio sem que se anteveja a vontade para celebrar um acordo de regime em bases progressistas que minimize a ameaça da extrema direita. O poder presidencial neste regime é fraco por natureza e Seguro pela sua persona não lhe acrescenta força. Receia-se o pior.
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