quarta-feira, junho 23

AUSTERIDADE: TUDO O QUE É DEMAIS ...



Darryl Baird

Estão profundamente errados, neste momento, aqueles que apostam em políticas radicais de austeridade. Na Alemanha, aqui e em qualquer lugar. Podem estar a ser guiados pela ideia de salvar a economia mas contribuem, pelo contrário, para a afundar e, pior, muito pior, contribuem para libertar todos os demónios que minam a credibilidade da democracia aos olhos do povo. Que se não calem as vozes do bom senso, as vozes daqueles que compreendem que, face às dificuldades de uma época de grandes mudanças, a política, por maioria de razão, está em primeiro lugar.

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4 comentários:

vai tudo abaixo disse...

Quem está obcecado pelo défice é o actual governo, que é um "peão de brega" do Banco Europeu e já não tem capacidade negocial nenhuma: nem económica, nem política. Com governos despesistas e subservientes como o actual governo português, não será de admirar que o FMI volte em breve a Portugal. Uma cambada de incompetentes, os governantes portugueses!

Galeota disse...
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Galeota disse...

Quanto à fotografia:

Fatos de banho , cada um põe o que quer, ou não.Nas políticas de austeridade são sempre os mais pobres que não têm hipóteses de escolha, permanecem nus.

Algumas reflexões:

De uma vez por todas devemos assumir o papel de comando da teoria, da política sobre a economia.
Neste momento, devemos estar de alerta e verificar se a estratégia UE2020 tem credibilidade, sabendo nós que essa credibilidade depende das políticas económicas que a estão a incrementar.
Portugal deve, com clareza, gizar estratégias no sentido de reduzir o seu défice e a dívida pública criados pela crise internacional, e por nalguns sectores da economia, existirem desperdícios e má gestão. No entanto, em primeiro lugar, devemos ter presente que estas estratégias não podem aumentar o número de trabalhadores precários, elevar os índices da pobreza e de maior desigualdade social. Isto só é possível se as medidas de austeridade gizadas não acentuarem os factores que conduzem à recessão económica.
Devemos por fim, refectir sobre as palavras de Krugman que defende que os países da zona euro para não voltarem à recessão, ou para saírem dela, devem contrair dívida.

Vicente disse...

Já Marx dizia que tudo estava assente na economia. A verdade é que alguns Estados gastaram mais do que deviam. Eu devo dizer - que podiam. É verdade que foi dada pouca atenção à macro-economia e uma esperança ilusória às actividades do futuro na Europa. Baixamos as tarifas a um nível que não existe em mais lado nenhum no mundo. Os capitalistas deslocalizaram as suas fábricas para países de mão de obra barata e altas tarifas alfandegárias. A China por exemplo. Hoje as transferências de tecnologia fazem-se de imediato. Qualquer país em desenvolvimento pode comprar os últimos métodos de produção. A China nem se dá ao trabalho de pagar as patentes. Simplesmente copia-as. A Europa está a desindustrializar-se e todos os países Europeus estão em défice, uns mais controlados que outros, mas todos. Vamos alegremente para o suicídio económico. Espero que na UE comecem a ver o erro que cometeram. Já Medina Carreira fez referência à necessidade de renegociar com a China. A Europa deveria exigir ética nas trocas comerciais. Restringir ao máximo as trocas comerciais com ditaduras, sejam elas ditas de esquerda ou de direita, e exigir o fim do dumping social.