quinta-feira, agosto 2

A sul - mais um ano

Como sempre no verão regresso às origens. É mais do que uma rotina ou facilidade de viagem por razões económicas, ou familiares, é a satisfação de uma necessidade. Respirar o ar da minha meninice que se distingue de todos os outros, olhar o espaço e a gente que nele habita, reconhecer a própria identidade nos lugares que trago agarrados na memória. Tudo simples e natural. Reencontro já poucos dos meus amigos de juventude (ontem o Silvino)porque o tempo é cruel. Encontrei-me com o Gervásio, meu primo irmão, o mais velho de todos os familiares diretos, igual a si próprio para além da sua relativa surdez. Reconheço-me a mim próprio no ar que se respira e nas escassas falas que sobrevivem.

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