Deixar uma marca no nosso tempo como se tudo se tivesse passado, sem nada de permeio, a não ser os outros e o que se fez e se não fez no encontro com eles,
Editado por Eduardo Graça
domingo, março 8
Marcelo (em março 2016)
A propósito destes primeiros dias da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa notam-se sinais de perplexidade em todos os setores da nossa sociedade. Nem a direita nem a esquerda politicas são capazes de calibrar o discurso acerca do que já se conhece do desempenho do presidente. A única apreciação que não merece contestação: é diferente. Não é só uma questão de discurso. Aconteça o que acontecer mais tarde, mesmo após secarem as pétalas do estado de graça, Marcelo representa uma mudança na relação do presidente com o povo, da Presidência com o país. Marcelo executa uma politica que vai para além da rotina própria das instituições. Ele conhece a força da componente simbólica da função presidencial e da força dos símbolos na projeção externa de um país periférico com uma longa história universalista. E isso faz toda a diferença.
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1 comentário:
Bom, aqui vai. Ele, sobretudo ele, é o responsável pela destruição do sistema partidário português. Agradeçamos ao Chega ter-lhe cortado as unhas com as gémeas.
Professor de direito constitucional pela Faculdade de Direito de Lisboa, jurando a constituição pelo livro de 1976, marimbou-se nela. Duvido que alguém tivesse pensado em anunciar a dissolução do parlamento para dois ou três meses depois. Queixávamo-nos de que os prazos entre a dissolução e a nova legislatura eram demasiado longos, ele conseguiu duplicá-los.
Bem sei que, como dizia o outro, aos mortos devem ser prestadas todas as homenagens desde que tenhamos a certeza de que estão bem mortos. No caso não é certo. Mas é certo que Marcelo espatifou o sistema partidário português. Ficou em cacos. Foi o pior presidente do actual regime. Muito pior que Cavaco.
Já que o homem é muito beato, que valha o Arcanjo São Miguel: que o Senhor o castigue.
E sim, é um parvenu, um social climber, à boa maneira do Estado Novo.
Bem sei que o que digo não vai com a espuma dos dias. Mas espuma é isso mesmo, bolhas. Quando Seguro tomar posse, quando a actual Casa Civil for posta no empedrado, a conversa muda. Citando Dalida, ciao amore, ciao ciao.
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