Deixar uma marca no nosso tempo como se tudo se tivesse passado, sem nada de permeio, a não ser os outros e o que se fez e se não fez no encontro com eles,
Editado por Eduardo Graça
sábado, abril 22
sexta-feira, abril 21
COMO PARTICIPEI NA COLUNA DE SALGUEIRO MAIA NA MADRUGADA DO 25 DE ABRIL DE 1974
Excerto da Ordem de Operações para o 25 de Abril de 1974Hoje relatei ao vivo, pela primeira vez, um episódio da minha participação no 25 de Abril de 1974. Aquela singular experiência de ter feito parte da coluna militar comandada por Salgueiro Maia.
A descrição dos factos pode ser lida no IR AO FUNDO E VOLTAR onde transcrevo sequencialmente, com pequenas alterações de detalhe e um parêntese novo, alguns posts de uma série publicada em Março/Abril de 2004.
Todas as informações conhecidas posteriormente, incluindo o “registo de operações” da noite de 24 para 25 de Abril de 1974, publicado no livro “A Fita Do Tempo Da Revolução – A noite que mudou Portugal”, organização de Boaventura Sousa Santos, confirmam as minhas impressões contidas no testemunho escrito do qual agora transcrevo uma parte.
As operações que tiveram lugar na Rua do Arsenal/Terreiro do Paço, ao longo de toda a madrugada e manhã de 25 de Abril, opondo a coluna da Cavalaria de Santarém, comandada por Salgueiro Maia, e o Regimento de Cavalaria 7, comandado por Junqueira dos Reis, afecta ao regime deposto, foram decisivas e a acção de Salgueiro Maia determinante no desenlace vitorioso do golpe militar e na sua transformação em movimento popular.
PRIMEIRO POEMA DE MADRID
Fotografia de AngèleQue por todos se faça a poesia
(…)
Ruy Belo
PRIMEIRO POEMA DE MADRID
Transporte no Tempo
quinta-feira, abril 20
sem título (XXV)
Fotografia de Philippe PacheSe fosse noite ver-te-ia correr em mim
longa carícia colorida, sonho sem fim
20 de Abril de 2006
25 de ABRIL - UMA COMEMORAÇÃO SINGULAR
Mural em Portalegre (Escola Técnica)Amanhã no “Espaço Noesis”, na Av. 24 de Julho 140 – C, uma celebração do 25 de Abril em cuja organização participei. Apresentação de um DVD acerca do tema, orientado para a população estudantil (mesmo muito interessante!) e uma exposição, minimalista e intimista, de 30 fotografias da vasta colecção de Maria da Conceição Neuparth, depositada no Centro de Documentação 25 de Abril, da Universidade de Coimbra, retratando os murais do 25 de Abril.
Por antecipação pode ver algumas das fotografias seleccionadas aqui:
Murais Artísticos 25 de Abril
Colecção de Conceição Neuparth
E aqui o programa do evento.
quarta-feira, abril 19
PIPAS
Sharon StoneUm plano de educação … quê? Parece ser uma preocupação um bocadinho tardia para a Casa Pia! Estarei a ler mal? Ou são manobras do pessoal do Dr. Bagão Félix? Ilustro com a Sharon Stone também um bocadinho tardia.
terça-feira, abril 18
sem título (XXIV)
Fotografia de Philippe PacheUm brado difuso me percorre no fio do silêncio
desesperada ausência o rosto na voz esquecida
18 de Abril de 2006
"...les offenses,..."
Fotografia de Angèle«Il y a des gens dont la religion consiste à toujours pardonner les offenses, mais qui ne les oublient jamais. Pour mois je ne suis d´assez bonne étoffe pour pardonner à l´offense, mais je l´oublie toujours.»
Albert Camus
“Carnets – III” - Cahier nº VII (Mars 1951/Juillet 1954)
Gallimard
segunda-feira, abril 17
NA COLINA DO INSTANTE
Fotografia de José Marafona(…)
Somos quem fomos caminhamos tão de leve
temos tamanha dignidade de crianças
que nem a morte aqui de nós se lembraria
(…)
Ruy Belo
NA COLINA DO INSTANTE
Transporte no Tempo
INATEL – UGT E CGTP ACORDAM A CRIAÇÃO DE UMA FUNDAÇÃO DE DIREITO PRIVADO
Fotografia de AngèleLer, na integra, no IR AO FUNDO E VOLTAR – “A Verdade de Uma Reforma” – (7 de 10)
TERMÓPILAS
Fotografia daquiHonra seja àqueles que na sua vida
definiram e guardam uma Termópilas.
Sem mover-se do seu dever constantes;
justos e rectos em todos os seus actos,
contudo com dó e compaixão;
dadivosos quando são ricos, e quando
são pobres, também modicamente dadivosos,
também auxiliando quanto puderem;
sempre da verdade afirmantes,
porém sem ódio para os fementidos.
E ainda mais honra lhes seja devida
quando prevêem (e muitos prevêem)
que Efialtès surdirá no fim,
e os medas finalmente passarão.
[1903]
Konstandinos Kavafis
In “Os Poemas” - Relógio D´Água
Tradução de Joaquim Manuel Magalhães
e Nikos Pratsinis
(Ver a tradução, para português, do mesmo poema apresentada por catatau)
domingo, abril 16
DE REGRESSO
Fotografia de “sissi”Acabei de regressar daqui que é também a minha cidade. Agradecimentos ao respirar o mesmo ar, catatau e Linha de Cabotagem - pela atenção permanente, links e comentários.
quinta-feira, abril 13
PECAREI
Fotografia de Philippe PacheImaginem que eu digo que Philippe Pache, nesta fotografia, sem saber, fixou a imagem perfeita do rosto de meu filho.
O fascínio da busca da beleza, o sujeito no seu labirinto, a reflexão sobre o tempo e a luz do nosso tempo, as mãos que amassam o peso da palavra e da imagem, o nosso olhar para o exterior que fixa os outros sempre coerentes e a nós mesmos sempre fragmentados.
A Páscoa, para mim, é um intervalo nas tarefas do quotidiano, não um intervalo no tempo de reflexão. Soube agora que, provavelmente, a busca da informação e da beleza, a reflexão continuada, sem paragem, a leitura e a escrita sempre excessivas, nos apaixonados, é pecado para a Igreja Católica. Porquê? Regresso à infância.
Não acredito no medo que nos querem impor. Não o aceito. Minha mãe não queria impor-me o medo mas a disciplina da época. Para que me tornasse feliz. Compreendo a sua necessidade de que me tornasse um homem de fé. Mas os homens de fé não precisam de dogmas mas de convicções, não precisam de penitência mas de liberdade, contra todas as sujeições, contra todas as tiranias, contra todos os dogmas, contra todos os medos.
Deixem-me ver, nesta fotografia de Pache, por excesso de imaginação, a imagem do rosto de meu filho. Pecarei mas a busca da beleza é, para mim, o caminho da salvação do homem.
ELVIS
Elvis with fans, 1958Que será feito destes jovens. Nas vésperas do início dos anos 60 ganhava asas o sonho de transformar o mundo que povoa o imaginário da juventude de todos os tempos. Cada geração, à sua maneira, venera os seus ídolos. Elvis é um dos maiores dos tempos modernos – até o meu filho o admira…
quarta-feira, abril 12
sem título (XXII)
Fotografia de Philippe PacheOlhei as mãos de seus sulcos emergiam desenhos
inacabados preces sonhos regressos imaginados
12 de Abril de 2006
UM DISCURSO ESPERANÇOSO
Imagem daquiConvenhamos que não é habitual dar atenção e espaço a uma tomada de posse. Ainda para mais de um Director da Polícia Judiciária.
Mas o discurso de Alípio Ribeiro merece ser conhecido. Gostei dos extractos que foram divulgados na comunicação social. Fui em busca do seu texto integral que pode ser lido, na íntegra, no IR AO FUNDO E VOLTAR.
Aqui ficam alguns extractos:
“É preciso dizê-lo claramente: não há uma desordem, ou o perigo dela, que justifique uma injustiça. Não há uma desordem, ou o perigo dela, que justifique o postergar de procedimentos legais que são aquisições da civilização.”
(…)
“Sou dos que pensam que uma lei é o que dela se fizer e esta, particularmente, assumirá um valor simbólico que não poderemos escamotear.”
(…)
“Digo-vos com a simplicidade do que não deve ser dito: sinto-me tão independente como sempre, serei tão independente como sempre.”
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