terça-feira, fevereiro 3

Tragédias

Foi hoje publicada uma Resolução do Conselho de Ministros (16/2026) que me toca particularmemnte. Ela concretiza uma decisão do governo, tornada pública em 28 de novembro, através da qual se procede à "exonoração da participação pública do estado" na CASES (Cooperativa António Sérgio para a Economia Social) a cuja direção tenho presidido. A meu ver um erro politico que deixa, pela primeira vez desde o 25 de abril, o setor cooperativo e social, previsto na CRP, sem uma entidade de natureza pública que lhe seja dedicada. Curiosa a coincidência da publicação desta RCM com a intensa atividade de entidades da economia social e de voluntariado, no apoio às populações após a tragédia dos últimos dias. São muitas tragédias em cadeia! Voltarei ao assunto mais tarde.

segunda-feira, fevereiro 2

Propaganda

A propaganda é também uma catástrofe que se abate sobre os cidadãos; quando os cidadãos sofrem por efeitos de catástrofe real a propaganda torna-se uma infâmia.

domingo, fevereiro 1

A neve

"Noite de 1 para 2 de Fevereiro de 1954. Digo eu que andava na memória à procura desta data há anos. Depois dessa noite nunca mais nevou no Algarve (nem no sul). Foi quando vi pela primeira vez nevar ainda não tinha 7 anos e recordo como se fosse hoje. O meu pai abençoou a neve, o frio, tudo, pois fazia o carvão depositado ao ar livre pesar mais”.

Chico Buarque, Portugal (1967) - Ensaio e entrevista

sábado, janeiro 31

Desenrasca

Perante o desastre queriam empatia? Ao governo, nem todo para ser justo, não lhe interessa, como primeira prioridade, as pessoas. A reforma do estado impera para o retirar em favor dos privados mas quando a tormenta assoma, ai jesus, o estado, o estado fica curto e grosso. A comunidade suspeita e balança entre a histeria do populismo e o desespero do desamparo. É o desenrasca!

sexta-feira, janeiro 30

As águas da extrema direita

Uma análise rápida e espero que precipitada. O PSD não apoia nenhum dos candidatos presidenciais em disputa. Um assume-se como social democrata, independente, vindo do PS. Poucas dúvidas existem acerca do seu posicionamento. Outro pertence à área da extrema direita, populista, reconhecidamente integrado na corrente internacional que tem vindo a ganhar cada vez mais relevância. O PSD oficial não apoia nem um, mem outro, afirmando uma posição neutral. Os sociais democratas não apoiam o candidato social democrata, embora oriundo da familia socialista. A conclusão é que o PSD oficial talvez navegue nas mesmas águas da extrema direita populista e há muitas evidências que assim seja. Vamos ver o resultado daqui a uns tempos.

segunda-feira, janeiro 26

Votar é preciso (2)

Tempos estranhos estes em que vivemos. Afinal não serão sempre estranhos todos os tempos? Ofereci no outro dia um exemplar da "Carta do Achamento do Brasil", de Pero Vaz de Caminha, datado de 1 de maio de 1500, a uma pessoa improvável. Tempos estranhos aqueles! Neste tempo o fenómeno Seguro é muito interessante. Os criticos, de direita e de esquerd, veem a sua persona politica como vazia. Sem pensamento, sem obra e sem projeto. Como é possível um vazio preencher um vazio? Seguro surge nesta segunda volta a preencher o espaço vazio da direita democrática, vindo da esquerda democrática. Golpe de sorte? Talvez a necessidade urgente de forjar uma frente de oposição à autocracia emergente. Após o 8 de fevereiro alguma coisa vai mudar. Votar é preciso.

sábado, janeiro 24

Votar é preciso

Quando se fala no regresso ao passado, a metáfora dos 3 salazares, as pessoas da década de 40, os mais velhos, sentem-se enojados salvo os sobreviventes nostálgicos da ditadura. Pela minha parte continuo, sabe-se lá porquê, a enfrentar na ação a mentira, a negação da história e o ódio aos mais fracos, constatando que a extrema direita já está em parte no governo. A segunda volta das presidenciais é um momento histórico de importância não negligenciável para, através do voto em Seguro, reafirmar a recusa de qualquer deriva autoritária que a extrema direita anuncia. Votar é preciso.

sexta-feira, janeiro 23

Terramoto

A direita democrática corre o risco de ser engolida, de forma significativa, pela extrema direita a partir de 8 fevereiro. Fenómeno comum no nosso tempo por esse mundo onde ainda se disputam eleições livres. Com Seguro abre-se uma brecha que, havendo sentido de futuro, pode reconfigurar o panorama político partidário sem ser à custa do PS. Um pequeno terramoto?