sexta-feira, fevereiro 20

Os dias que passam

Confuso? De repente ao mesmo tempo que se promove, no desespero, a UGT ao esquerdismo irresponsável, em contramão com o quero posso e mando, abrem-se consultas com tudo e todos para a reconstrução de Portugal. Viva! O manicónio em todo o seu explendor.

quinta-feira, fevereiro 19

René Char - 14 de Junho de 1907/19 de Fevereiro de 1988

Este lugar é só um voto do espírito, um contra-sepulcro./ Na minha terra preferem-se as ternas provas da primavera e os pássaros mal-vestidos aos objectivos longínquos./ A verdade espera pela aurora à luz de uma vela. O vidro da janela não está limpo. Pouco importa ao atento./ Na minha terra não se fazem perguntas a um homem comovido./ Não há sombra maligna no barco soçobrado./

quarta-feira, fevereiro 18

Futebol?

Como está bem à vista de todos, desde há muito, o futebol é uma "escola de virtudes". Um dia alguém, com coragem, terá que pôr cobro ao antro de sujidade em que se transformou o futebol profissional.

domingo, fevereiro 15

Pelo 61º aniversário do assassinato do General Humberto Delgado

O General Humberto Delgado foi um distinto militar de carreira, apoiante do golpe militar do 28 de Maio, e da ditadura entre 1926 e o dealbar dos anos 50, tendo acabado por sacrificar a carreira, e a própria vida, no combate sem tréguas ao regime fascista, após a ruptura política com Salazar, a partir das eleições presidenciais de 1958, às quais se candidatou, como independente, por vontade própria. Foi ele o verdadeiro precursor do 25 de Abril de 1974 pois defendeu (quase sempre) que a ditadura só cairia através da acção militar, que haveria de ser protagonizada pelas forças armadas, apoiadas pelo povo, o que viria, de facto, a acontecer pouco menos de nove anos após o seu assassinato que ocorreu em 13 de Fevereiro de 1965. Delgado foi, politicamente, um liberal democrata, fortemente influenciado pela cultura anglófona, e pela sociedade americana (o que lhe valeu o magnífico epíteto de “General Coca Cola”) influências assumidas ao longo de várias missões profissionais – em representação do estado português - na Inglaterra, Estados Unidos e também no Canadá. Delgado foi um político que nunca deixou de ser General e de cuja áurea anti-salazarista a esquerda, do seu tempo, se quis apropriar sem, na verdade, partilhar das suas ideias e acções, que desprezava apodando-as, pelo menos, de aventureiras. O General Humberto Delgado foi atraído a uma cilada e assassinado pela PIDE, por espancamento, e não a tiro, com conhecimento de Salazar, que sempre encobriu este hediondo crime, sob as mais variadas artimanhas, no plano interno e da diplomacia, entrando, inclusive, em rota de colisão com Franco. O julgamento dos autores materiais do crime – que não dos seus autores morais que sempre foram poupados pela democracia – em Tribunal Militar – foi uma triste farsa que não permitiu apurar a verdade e muito menos punir os criminosos. Todo o processo desde o assassinato de Delgado, passando pelo encobrimento do crime, à descoberta dos corpos, à investigação judicial e perícias forenses, realizadas pelas autoridades espanholas, até à condução do processo judicial em Portugal, julgamento e recursos judiciais, constitui um caso exemplar que permite, nos planos político e judicial, entender muitos aspectos da realidade contemporânea portuguesa e as peripécias de processos que ainda correm os seus trâmites.

sexta-feira, fevereiro 13

Tempos pungentes

As queixas são pungentes, os atingidos diretamente pelas calamidades, as pessoas, não sabem bem como reagir, pedem socorro, o governo mostra surpresa expõe as suas fraquezas. Duvida-se de quando será possível voltar às rotinas. A realidade mostra-se em todo o seu explendor, a miséria expõe-se, na frente ficam as entidades associativas próximas das comunidades, nas quais se incluem os bombeiros que são associações e outras que se reiventam na forma de voluntários. O governo atual, na peugada de outros, não valoriza estas entidades, que integram a economia social, e as organizações informais que todas não buscam lucros com a desgraça alheia (sei do que falo!). Essa realidade do outro lado do discurso moderno das reformas fundadas na inovação e inicitiva empreendedora. E o Estado, que falta faz! É tudo uma questão de equilibrio, do outro lado da propaganda. E reconstruir é uma oportunidade para fazer melhor e diferente. Para isso é preciso visão de futuro, vistas largas e forte vontade. Onde encontrar e como forjar essa força?

segunda-feira, fevereiro 9

A direita caótica

As presidenciais foram ganhas por Seguro, candidato improvável, de forma esmagadora. Por todo o mundo a notícia é de vitória do socialista moderado contra o populista candidato da extrema direita. O brilho das eleições que as TVs transmitem dando voz aos candidatos, comentadores e quejandos, colide com o negrume dos destroços e das vozes desesperadas das vitimas das tempestades. Avultam em imagens dois paises igualmente pobres, pequenos e periféricos. Por mais fervor do realismo patriótico de vencedor e vencido, juras de cooperação e apaziguamento, tudo ficará, no essencial, na mesma. Os pobres pagam a fatura da distância e indiferença do Estado, das grandes empresas, da banca, que nem vertem lágrimas, nem anunciam apoios correspondentes à celebrada responsabilidade social. Como na guerra a maiora esmagadora dos que morrem são os pobres. Seguro terá muitas dificuldades em ser ouvido por um governo do quero, posso e mando e ao arrepio do seu desejo de consensos poderá ver-se enredado numa luta de fações da direita, em ambiente de declinio do desempenho económico e financeiro do país. A direita vai entrar num periodo caótico. Logo veremos quem será o lider da direita que a ponha na ordem. Desconfio de quem seja!

Seguro venceu mas ...

Poucos acreditavam e Seguro venceu, como era expetável, por uma larga margem mas a extrema direita continua a subir. Quanto ao resto desde juras de estabilidade até ardores de cooperação a hipocrisia impera. Como é próprio da politica pura e dura nada será como prometido ... estejamos preparados para tudo.

sexta-feira, fevereiro 6

quarta-feira, fevereiro 4

Revolta do Algarve

No dia 4 de Fevereiro de 1927, rebenta a revolta no Algarve. Ao largo de Faro, a canhoneira Bengo, comandada pelo 1º tenente Sebastião José da Costa e tendo a bordo o comité revolucionário constituído ainda pelo Dr. Manuel Pedro Guerreiro e o Dr. Victor Castro da Fonseca, começa a bombardear a cidade de Faro. Estes seriam os principais elementos revoltosos que comandavam alguns militares da marinha, da GNR, elementos do regimento de caçadores nº 4, de Tavira e algumas dezenas de civis.