domingo, fevereiro 15

Esto no tiene que llegar a ser el cerco de Lisboa!

Quando tantos falam no medo que teria tomado de assalto a nossa sociedade e os partidos se debatem na Assembleia da República, ao ponto de uma voz, entre os seus deputados, se distinguir ululando contra o primeiro-ministro uma palavra sibilina: “palhaço”; quando a comunicação social, com tiragens, audiências e balanços mais ou menos ridentes, inunda a opinião pública com um “buffet rico” de notícias algumas delas saídas do “segredo dos deuses”; quando estão à vista três (3) eleições tornando o ano de 2009 numa orgia de escolhas políticas livres através do voto não obrigatório; quando as forças políticas se alinham à medida de regras constitucionais democráticas que, salvo Jardim, ninguém contesta, apresentando programas e lideres conforme a vontade livre de cidadãos associados em partidos políticos conforme o modelo democrático que tantas penas e sacrifícios exigiram; reparei que em La Habana o ministério do interior colocou sob vigilância policial Yoani Sanchez , do Generación Y, uma voz verdadeiramente livre, corajosa e sem medo na defesa das liberdades. Talvez seja um belo exercício de cidadania para os nossos paladinos das denúncias do medo dar uma atençãozinha aos regimes políticos que fazem do medo a sua bandeira, denunciá-los e demarcar-se deles.
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1 comentário:

Anónimo disse...

Já agora e para quem anda distraído, está um artigo esclarecedor, sobre como as "famílias" do PS e do PSD se entreajudam, no jornal "Público" de 14/2, da autoria da Clara Viana. ver páginas 8 e 9.