Deixar uma marca no nosso tempo como se tudo se tivesse passado, sem nada de permeio, a não ser os outros e o que se fez e se não fez no encontro com eles,
Editado por Eduardo Graça
quinta-feira, setembro 21
O HUMANÍSSIMO BAGÃO E A REFORMA DA SEGURANÇA SOCIAL
sophie thouveninO humaníssimo Bagão Félix veio a terreiro, com seu ar seráfico, dissertar acerca da reforma da segurança social. Exibindo um discurso político em prol do chamado “sistema misto”, sem propostas concretas, ninguém ficou a saber mais do que já sabia.
A ideia desta tomada de posição é fácil de apreender: radicalizar para abrir brechas no campo socialista até porque neste campo, todos o sabemos, há quem defenda o “sistema misto” paradoxalmente, ou talvez não, gente que é oriunda da “esquerda socialista”.
A direita ataca o “sistema de repartição”, a opção da esquerda, e defende o “sistema misto”, a opção da direita. Faz lógica, não é? Sabemos que não existem sistemas puros mas também sabemos que, nesta questão, as diferenças político/ideológicas são radicais ou, pelo menos, muito marcadas o que é, aliás, essencial à própria lógica do regime democrático.
Ler na íntegra aqui. Ver ponto de situação. Posição oficial do PP. Posição oficial do PSD.
O ritmo
albert lemoineRessonância de 21 de Setembro de 2004. Desta vez o fragmento que seleccionei de “Roland Barthes por Roland Barthes” vem acompanhado com uma nota da minha lavra: "Barthes, o autor, não é o meu ídolo. É um pretexto agora instrumento do meu desejo de ser identificado com uma reflexão que se propõe essencialmente para agradar".
Depois de esclarecido o jogo aqui vai o fragmento:
“Ele sempre acreditou nesse ritmo grego, na sucessão da Ascese e da Festa, no desencadeamento duma pela outra (e de forma alguma no ritmo insípido da modernidade: trabalho/lazer). Era precisamente o ritmo de Michelet ao passar, na sua vida e no seu texto, por uma série de mortes e ressurreições, enxaquecas e entusiasmos, narrativas (ele "remava" em Luís XI) e quadros (aí a sua escrita desabrochava). Foi o ritmo que de certo modo conheceu na Roménia, onde, por virtude de um costume eslavo ou balcânico, as pessoas se encerravam periodicamente, durante três dias na Festa (jogos, comida, vigília e o resto: era o "Kef").
Assim, na sua própria vida, esse ritmo é permanentemente procurado; não só é necessário que durante o dia de trabalho haja em vista o prazer à noite (o que é banal) como também, complementarmente, surja da noite feliz, mais para o fim dela, o desejo de chegar muito depressa ao dia seguinte a fim de recomeçar o trabalho (de escrita).
(De reparar que o ritmo não é obrigatoriamente regular: Casals dizia muito bem que o ritmo é o retardo.)”
quarta-feira, setembro 20
SOFIA LOREN
Federico Fellini, Marcello Mastroianni e Sofia LorenSofia Loren nasceu a 20 de Setembro de 1934. É uma das mulheres mais fotografadas de sempre. Um traço forte gravado no meu imaginário. Parabéns.
terça-feira, setembro 19
segunda-feira, setembro 18
O REINO DA BOLA ENLOUQUECEU
Fotografia DaquiOuvi ontem o comentador da SIC Notícias Rui Santos fazer afirmações de tal gravidade acerca da situação do nosso pequeno mundo futebolístico que davam para mandar encerrar a loja já!
Depois de ver a repetição vezes sem conta do que o meu filho me tinha relatado pois ele assiste aos jogos do Sporting ao vivo fiquei de boca ao lado. Não pelas razões que estão a pensar pois o futebol não é andebol, eu sei! Mas pelo sorriso do Sr. Árbitro Ferreira, pela piscadela de olho do andebolista do Paços de Ferreira e pelo embaraço das suas declarações contraditórias com as do seu treinador. Uma comédia! Ora aí está o mundo às avessas ou a pedagogia da mentira servida pelos grandes meios de comunicação de massas. Assim não há projecto educativo que resista!
Quando eu era puto um “roubo à mão armada” praticado por um Sr. Árbitro tomando como vítima o Farense o meu clube do coração que milita na 2ª divisão distrital do Algarve e não pode descer mais foi resolvido pelo “Tarro” um espanhol avançado centro de grande categoria com um directo ao queixal do dito que o fez levantar os pés do chão e cair redondo no pelado. KO técnico.
Como já contei e o Reina confirma o “Tarro” foi “dentro” lá para as bandas do Major e depois “fora” e desapareceu que nunca mais ninguém soube dele. Um caso de justiça pelas próprias mãos que um homem não é de ferro. Não aconselho, nem preconizo, mas pelo andar da carruagem, nestas coisas da bola, vamos a caminho do abismo pois nem sequer está, que eu saiba, abrangida pelo “pacto”. Aqui aliás nem será preciso pacto pois os dirigentes da coisa são todos do PSD e vão continuar a ser.
Mas talvez o governo mesmo assim possa fazer qualquer coisa. Talvez dissolver a Liga? Ou mesmo a Federação? Quer-me parecer que isto já não vai lá com mezinhas caseiras! Ah! Já me esquecia da extraordinária declaração do Sr. Árbitro Elmano o do Portimonense 1 – Leixões 4 que não deu por nada de anormal. Diz que passou na semana passada 3 dias na Turquia – 3 dias? Na Turquia? O que temos nós a ver com isso? Ou temos!!!!
ACTUALIZAÇÃO - Árbitros 'off side'
domingo, setembro 17
O que é que limita a representação?
Fotografia de Ernesto TimorRessonância de 17 de Setembro de 2004. Mais um fragmento da minha leitura de “Roland Barthes por Roland Barthes” com uma subtil abordagem de "representar o político" tomando como referência as “artes socialistas”.
“Brecht mandava pôr roupa molhada no cesto da actriz para que a anca desta tivesse o movimento certo, o da lavadeira alienada. Está muito bem; mas é também estúpido, não será? Porque o que pesa no cesto não é a roupa, é o tempo, é a historia, e esse peso, como representá-lo? Impossível representar o político: resiste a toda a cópia, por muito que nos esforcemos por torná-la cada vez mais verosímil. Contrariamente à crença inveterada de todas as artes socialistas, onde começa o político cessa a imitação."
VENTO DE LESTE
Imagem DaquiAssisti ontem a “Vento de Leste”. Uma hora, uma actriz, um grito, um país, seis países nascidos da memória da velha Jugoslávia do marechal Tito, Titoooooo, a guerra inexplicável e cruel, a divisão das famílias, a fuga, Portugal, aprender o país para aprender a língua, a receptividade das gentes e os meandros da burocracia, a música como fio condutor da acção, a ondulação do corpo, a linguagem universal do teatro. A vitória da vida para além de todas as provações e horrores do ódio e da guerra. Obrigado Mónica.
sábado, setembro 16
O REGIME SOVIÉTICO EM CARTAZES
Imagem DaquiA Terra Temperamental anuncia que vai sair de órbita por um tempo. Deixa-nos com esta galeria formidável de cartazes de propaganda da União Soviética, datados de 1917 a 1991.
NA CIDADE
Fotografia de AngèleEu, que sou feio, sólido, leal,
A ti, que és bela, frágil, assustada,
Quero estimar-te, sempre, recatada
Numa existência honesta, de cristal.
Sentado à mesa dum café devasso,
Ao avistar-te, há pouco, fraca e loura,
Nesta Babel tão velha e corruptora,
Tive tenções de oferecer-te o braço.
E, quando socorreste um miserável,
Eu que bebia cálices de absinto,
Mandei ir a garrafa, porque sinto
Que me tornas prestante, bom, saudável.
«Ela aí vem!» disse eu para os demais;
E pus-me a olhar, vexado e suspirando,
O teu corpo que pulsa, alegre e brando,
Na frescura dos linhos matinais.
Via-te pela porta envidraçada;
E invejava, – talvez não o suspeites!
Esse vestido simples, sem enfeites,
Nessa cintura tenra, imaculada.
Ia passando, a quatro, o patriarca.
Triste eu saí. Doía-me a cabeça.
Uma turba ruidosa, negra, espessa,
Voltava das exéquias dum monarca.
Adorável! Tu, muito natural,
Seguias a pensar no teu bordado;
Avultava, num largo arborizado,
Uma estátua de rei num pedestal.
Sorriam, nos seus trens, os titulares;
E ao claro sol, guardava-te, no entanto,
A tua boa mãe, que te ama tanto,
Que não te morrerá sem te casares!
Soberbo dia! Impunha-me respeito
A limpidez do teu semblante grego;
E uma família, um ninho de sossego,
Desejava beijar sobre o teu peito.
Com elegância e sem ostentação,
Atravessavas, esvelta e fina,
Uma chusma de padres de batina,
E de altos funcionários da nação.
“Mas se a atropela o povo turbulento!
Se fosse, por acaso, ali pisada!”
De repente, paraste embaraçada
Ao pé dum numeroso ajuntamento.
E eu, que urdia estes fáceis esbocetos,
Julguei ver, com a vista de poeta,
Uma pombinha tímida e quieta
Num bando ameaçador de corvos pretos.
E foi então, que eu, homem varonil,
Quis dedicar-te a minha pobre vida,
A ti, que és ténue, dócil, recolhida,
Eu, que sou hábil, prático, viril.
Novembro de 1876
Cesário Verde
PAPAS - FÉ, DEMOCRACIA E GUERRA
Fotografia de Ernesto TimorCamus, no imediato pós guerra, acerca de uma mensagem de Pio XII:
“O Papa acaba de dirigir ao mundo uma mensagem em que toma abertamente posição a favor da democracia. Há que nos felicitarmos por isso.
(…)
Há muitos anos que esperávamos que a maior autoridade espiritual do nosso tempo condenasse em termos claros os actos das ditaduras. Em termos claros, repito. Porque tal condenação pode ressalvar de algumas encíclicas, desde que devidamente interpretadas.
(…)
Esta mensagem contra Franco, era nosso desejo tê-la ouvido em 1936, para que Georges Bernanos não tivesse de falar e amaldiçoar.
(…)
Quem somos nós, afinal, para nos atrevermos a criticar a mais alta autoridade espiritual deste século? Nada mais, justamente, do que simples defensores do espírito, que sentem por isso uma infinita exigência para com aqueles cuja missão é representar o espírito.”
Albert Camus – “Combat, 26 de Dezembro de 1944”)
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“Público” acerca de uma intervenção recente de Bento XVI:
“Numa intervenção na Universidade de Regensburg, onde no passado leccionou, o Papa explorou as diferenças históricas e filosóficas entre o Islão e o Cristianismo e a relação entre violência e fé. A certa altura, citou um imperador bizantino do século XIV (Manuel II Paleólogo), segundo o qual Maomé trouxe ao mundo coisas "más e desumanas, como o direito a defender pela espada a fé que ele persegue". O Papa sublinhou, por duas vezes, que a expressão era uma citação. Mas as reacções não se fizeram esperar.”
“Público” acerca de uma intervenção recente de Bento XVI:
“Numa intervenção na Universidade de Regensburg, onde no passado leccionou, o Papa explorou as diferenças históricas e filosóficas entre o Islão e o Cristianismo e a relação entre violência e fé. A certa altura, citou um imperador bizantino do século XIV (Manuel II Paleólogo), segundo o qual Maomé trouxe ao mundo coisas "más e desumanas, como o direito a defender pela espada a fé que ele persegue". O Papa sublinhou, por duas vezes, que a expressão era uma citação. Mas as reacções não se fizeram esperar.”
sexta-feira, setembro 15
quinta-feira, setembro 14
PACTOS
Laetitia CastaEsta incursão em matéria política vem a propósito dos pactos de regime ou sejam no caso em apreço pactos entre o PS e o PSD o chamado bloco central formado pelos partidos dominantes em todos os poderes e interesses verdadeiramente relevantes na nossa sociedade e que representam aí uns 80% do eleitorado.
Pela minha parte gostaria de ver asseguradas duas condições para não ser obrigado a seguir o caminho de um amigo meu que já não vota desde 1975 e nem sequer tem cartão de eleitor. Qualquer delas é muito simples de executar pois ambas entroncam no mais puro senso comum.
Primeira condição: o governo socialista dispõe de uma maioria legitimada pelo voto popular. O governo que governe por si para que em tempo oportuno a sua governação possa ser democraticamente julgada.
Segunda condição: o governo que dialogue mas que restrinja os pactos de regime às situações absolutamente excepcionais. Governar é o que em regra os cidadãos pedem aos governos. Pactuar é o que menos os cidadãos pedem aos governos de maioria. Salvo se estiver em causa o próprio regime.
O pacto da justiça pode enraizar na segunda daquelas duas categorias de condições. A minha leitura desse pacto que me pode levar a aceitá-lo decorre do entendimento de que a actual situação da justiça em Portugal põe em perigo o regime democrático. Já tal me tinha querido parecer depois de tudo o que se viu e está a ver.
Resta saber, em primeiro lugar, se muitos daqueles que participaram na destruição da credibilidade da justiça serão mais decentes na execução do pacto que visa a sua salvação. Em segundo lugar quais as contrapartidas que terão sido negociadas logo que for conhecida a personalidade nomeada para Procurador-geral da república e conhecido o resultado da escolha do próximo presidente do supremo tribunal de justiça.
E ficamos por aqui pois é pelo menos estranho que os habituais pesquisadores de informação acerca das nomeações para altos cargos políticos não dêem à luz quaisquer listas nem hajam novas dos “jobs for the boys” reinando o mais profundo silêncio acerca da composição da nomenclatura do estado … mas sei que se passam coisas interessantes.
É bom que os políticos dos pactos de regime tendo à cabeça o primeiro ministro [e líder do PS] e o mais alto magistrado da nação [e destacada personalidade do PSD] entendam que na política como em tudo na vida para que hajam escolhas é preciso que hajam diferenças e não havendo diferenças então mais vale que não hajam escolhas … e como a democracia é o exercício por excelência das escolhas …
Além do mais este governo como qualquer outro tem um programa e dá pelo nome de socialista! … De vez em quando convém dar uma leitura ao dito programa e escutar o povo fora da quadratura do círculo dos poderes. Eu pela parte que me toca não votei no Dr. Cavaco para presidente e muito menos votei nele para primeiro-ministro.
quarta-feira, setembro 13
I CONGRESSO DO MES - O PANO DE FUNDO
Sessão pública de encerramento do I Congresso do MES – 21 e 22 de Dezembro de 1974 – Aula Magna da Cidade UniversitáriaO meu interesse por esta fotografia vem de longe e reside no facto do pano de fundo ter sido desenhado, em parte, com os pés. Queríamos fazer transbordar o símbolo do seu círculo fechado, subvertê-lo, criar uma imagem de movimento, mostrar um partido como lugar de caminhada e de encontro, o lugar de todas as utopias.
A Luísa Ivo, amavelmente, enviou-me a fotografia e adianta alguns detalhes: “o congresso iniciou-se sem o pano; estive com o Tolas, durante essa manhã, a continuar ou a terminar a pintura. A Mafalda controlava o processo. A uma certa altura eu e ele decidimos que deveriam aparecer mais marcas de pés a entrar para o círculo do que a sair. Então ele molhou os pés na tinta, foi até ao centro, fez o pino e saiu a caminhar com as mãos no chão e os pés para cima… Só nessa altura soube que ele praticava ginástica a um nível muito avançado!”
A fotografia fixa um momento da sessão de encerramento, no dia 22 de Dezembro, no qual está em palco Rossana Rossanda, consagrada dirigente da esquerda italiana, representante do movimento “Il Manifesto”, acompanhada por Manuel Braga da Cruz, actual reitor da Universidade Católica que traduzia o seu discurso.
Rossana, tal como Luciana Castellina, visitaram Portugal, mais do que uma vez
no período da revolução, ao contrário de Lúcio Magri e de Luigi Pintor, todos do mesmo grupo de dissidentes do PCI, fundadores do “Il Manifesto”.
Na mesa, sentados, podem ver-se: Jerónimo Franco, Fernando Ribeiro Mendes, Afonso de Barros, Carlos Pratas, Augusto Mateus, José Dias, Nuno Teotónio Pereira, Rogério de Jesus, Francisco Farrica e António Machado.
Também tomaram lugar na mesa, embora não surjam nesta fotografia, Edilberto Moço, Paulo Bárcia (Didas), Vítor Wengorovius, Marcolino Abrantes, Luís Martins, Vítor Silva e Celso Cruzeiro.
[No conjunto eram os membros da “Comissão Política Nacional”, eleita no Congresso, com excepção de uns poucos cujos nomes não foram divulgados, entre os quais, eu próprio.]
terça-feira, setembro 12
"Psicanálise e psicologia"
Fotografia de AngèleRessonância de 12 de Setembro de 2004. A propósito do primeiro dias de aulas um fragmento dos meus fragmentos de “Roland Barthes por Roland Barthes”:
(Complacência com aquilo que tem pressão (?) sobre nós; assim, tinha eu no Liceu Louis-leGrand um professor de história que, precisando de vaias como de uma droga quotidiana, oferecia obtinadamente aos alunos uma infinidade de oportunidades de fazerem burburinho: erros, ingenuidades, palavras de sentido duplo, posturas ambíguas, e até a tristeza com que revestia todas estas atitudes secretamente provocadoras; o que fazia que os alunos, tendo-o compreendido, se abstivessem, em certos dias, sadicamente, de o vaiar)."
DRAGÃO MÓPYTE
Desenho do meu filho Manuel – Abril de 2000, pelos seus nove anos.Ontem, 2ª feira, dia 11 de Setembro de 2006, pelas oito da manhã, o meu filho franqueou as portas da escola. Conforme tudo fazia prever fui levá-lo e, desta vez, ao longo do dia só deu para ver e ouvir evocações da tragédia. Hoje foi, de novo, o seu primeiro dia de aulas. Reinava a tranquilidade. A vida continua e o mundo não para.
segunda-feira, setembro 11
REQUIEM POR SALVADOR ALLENDE
Salvador Allende(…)
Era uma vez um chileno chamado salvador allende que
fez um grande país de um país pequeno onde
talvez três anos nós houvéssemos depositado a esperança
quando fosse qual fosse a nossa nacionalidade
todos nós fomos um pouco chilenos
Mas que diabo importa em suma a qualquer de nós
que um homem se detenha quando a história caminha
em frente sempre altiva e serena
como mulher de muito tempo sabedora
Posso dizer por certo como há já muitos anos
acerca dos milicianos espanhóis dizia neruda
allende não morreste estás de pé no trigo
Ruy Belo
[Poema na íntegra]
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