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Deixar uma marca no nosso tempo como se tudo se tivesse passado, sem nada de permeio, a não ser os outros e o que se fez e se não fez no encontro com eles,
Editado por Eduardo Graça
domingo, setembro 16
sábado, setembro 15
A FRONTEIRA
Os combates feudais não puseram em causa o traçado da fronteira entre Portugal e a Galiza que, por consenso largamente aceite, seguia o curso do rio Minho e, mais para leste, o do rio Lima. (...) antes de meados do século XII, Portugal já era considerado um “reino”, o que significa, pelo menos, que tinha um território próprio.Apesar disso, Afonso Henriques não desistiu facilmente de incorporar no seu reino os condados do Sul da Galiza. Em 1140, voltaria a tentar apoderar-se do território de Toroño, e na década de 1160 retomaria as suas pretensões sobre os distritos de além-Minho, conseguindo, até, uma posição de supremacia que o então rei de Leão Fernando II teve dificuldade em abalar, até que a conjuntura se alterou para sempre devido ao “infortúnio” de Badajoz.
In “D. Afonso Henriques” de José Mattoso, ”9. “A homenagem a Afonso VII”, pg. 104 (24).
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DIAS FELIZES
Já não vou falar mais deste infeliz acontecimento. Mas esta é uma boa notícia: ao manter Scolari a FPF garante que Portugal conseguirá a proeza de não perder os quatro jogos que lhe faltam disputar: Cazaquistão, Azerbeijão, Arménia e Finlândia. Adversários de tomo está bem de ver. O problema está em que para garantir a qualificação Portugal deverá precisar de os ganhar a todos ...
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sexta-feira, setembro 14
REGRA V
Ilustração daquiRegra V – “Todo o método consiste na ordem e disposição dos objectos sobre os quais é preciso fazer incidir a penetração da inteligência para descobrir qualquer verdade. A ele permaneceremos cuidadosamente fiéis, se reduzirmos gradualmente as proposições complicadas e obscuras a proposições mais simples, e em seguida, se, partindo da intuição das que são as mais simples de todas, tratarmos de nos elevar pelos mesmos graus ao conhecimento de todas as outras.”
René Descartes – In “Regras para a Direcção do Espírito”
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CATATAU RESPONDEU AO DESAFIO: “Os Livros que NÃO mudaram minha vida”.
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ESTRANHA FORMA DE VIDA!
É possível que, mais uma vez, tenha que ser uma organização internacional a tomar uma decisão que caberia às entidades nacionais responsáveis: despedir Scolari! Quer dizer, a UEFA pode suspendê-lo de funções, por um período mais ou menos longo, a FPF segura-o, pagando, e um tal senhor Murtosa, que dizem que é muito competente, passa a dar a cara. E os patrocinadores de Scolari vão continuar a pagar a alguém que já não (ganha) vende nada? É que o mercado das ilusões é muito sensível. Estranha forma de vida!
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quinta-feira, setembro 13
Fotografias de Hélder Gonçalves
O Hélder Gonçalves – Professor Engenheiro – meu companheiro, fotógrafo amador, dos bons, para meu gosto, também nunca esqueceu o 11 de Setembro – não é esse! – É o do Chile – 1973. Coisas que nos ficam na memória! Não há nada a fazer. São as lições da história! As marcas das balas, o bombardeamento do Palácio de La Moneda, com Allende lá dentro, o apelo desesperado através da rádio, a sua vida dada em troca da defesa da honra.
Coisa de heróis românticos. Neruda, já estava doente, vistoriaram-lhe a casa, morreu poucos dias depois. Ruy Belo, numa praia portuguesa, com certeza, escreveu um poema daqueles de cortar o coração – pelo menos o meu – e nós recebemos, por aqueles meses da revolução portuguesa, os resistentes chilenos. O Hélder Gonçalves mandou-me as fotografias a tempo, estranhou o silêncio do lado de cá, insistiu, eu agradeço, mas a máquina pifou, de vez em quando acontece, e não postei.
O 11 de Setembro passou e o que o Hélder sugere é uma homenagem aos desaparecidos, que a ditadura chilena não era de modas e “desembarcou”, no alto mar, com a conivência dos “democratas” americanos, os opositores que se deixaram apanhar, alguns deles, antes de terem percebido a tragédia em que mergulhara o Chile cuja história sempre tinha ensinado, e praticado, a tradição democrática.
O Hélder Gonçalves – Professor Engenheiro – meu companheiro, fotógrafo amador, dos bons, para meu gosto, também nunca esqueceu o 11 de Setembro – não é esse! – É o do Chile – 1973. Coisas que nos ficam na memória! Não há nada a fazer. São as lições da história! As marcas das balas, o bombardeamento do Palácio de La Moneda, com Allende lá dentro, o apelo desesperado através da rádio, a sua vida dada em troca da defesa da honra.
Coisa de heróis românticos. Neruda, já estava doente, vistoriaram-lhe a casa, morreu poucos dias depois. Ruy Belo, numa praia portuguesa, com certeza, escreveu um poema daqueles de cortar o coração – pelo menos o meu – e nós recebemos, por aqueles meses da revolução portuguesa, os resistentes chilenos. O Hélder Gonçalves mandou-me as fotografias a tempo, estranhou o silêncio do lado de cá, insistiu, eu agradeço, mas a máquina pifou, de vez em quando acontece, e não postei.
O 11 de Setembro passou e o que o Hélder sugere é uma homenagem aos desaparecidos, que a ditadura chilena não era de modas e “desembarcou”, no alto mar, com a conivência dos “democratas” americanos, os opositores que se deixaram apanhar, alguns deles, antes de terem percebido a tragédia em que mergulhara o Chile cuja história sempre tinha ensinado, e praticado, a tradição democrática.
A VERDADE
Ilustração daquiRegra IV – “Para a investigação da verdade é necessário o método.”
René Descartes – In “Regras para a Direcção do Espírito”
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quarta-feira, setembro 12
DESGRAÇAS ALHEIAS ...
Ilustração daquiHoje a selecção nacional de futebol joga com a Sérvia a cartada decisiva do apuramento para a fase final do campeonato da Europa. Para que fiquemos todos um pouco mais animados leiam o que o “El Pais” escreve hoje acerca da selecção da vizinha Espanha:
Hace años que la gerontocracia federativa impide a la selección española despojarse de sus atavismos. Por ello, bajo un manto de naftalina, España resulta hoy un equipo deprimente: sus resultados no invitan a tirar confetis, su juego espanta, carece de liderazgo y el discurso general es confuso.
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terça-feira, setembro 11
"A DIRECÇÃO DO ESPÍRITO"
Ilustração daquiRegra III – “No que respeita aos objectos considerados, não é o que o que o outro pensa ou aquilo que nós próprios conjecturamos que é preciso procurar, mas aquilo que podemos ver por intuição com clareza e evidência, ou aquilo que podemos deduzir com certeza: nem é de outro modo, com efeito, que se adquire a ciência.”
René Descartes – In “Regras para a Direcção do Espírito”
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CORRENTES DE LEITURA
Ilustração daquiO António – Fim de Semana Alucinante, o Joaquim - Respirar o Mesmo Ar e o Porfírio – Machina Speculatrix já corresponderam ao desafio da corrente “10 Livros que Não Mudaram a Minha Vida”. Como seria de esperar, como soe dizer-se, “cada cor seu paladar”. É mesmo esse o encanto destas coisas…
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segunda-feira, setembro 10
UMA PRENDA PARA O DIOGO
Fotografia de Família(Clique para ampliar)
No primeiro dia de aulas do meu filho, lembrei-me que, este verão, ele foi acampar, pela primeira vez, com os amigos. Coube-me em sorte ir buscá-los, a Porto Covo, no fim da aventura. Acho que nunca na minha vida tinha ido a Porto Covo.
Já sem falar no Parque de Campismo a única coisa que se aproveita é a paisagem natural que a custo vai sobrevivendo aos desvarios da intervenção devastadora do homem. Mas os rapazes sobreviveram e exercitaram a sua capacidade de gerir, com autonomia, o quotidiano incluindo uma ida a pé a Sines caminhando 3 horas e meia.
Mas esta prosa vem a propósito de ter descoberto, à vinda, que o meu filho tinha levado com ele “A Cabana do Pai Tomás”, de Harriet Beecher Stowe, para que um amigo o lesse. Reparei que esse exemplar me foi oferecido pelo Carlos Diogo, um colega de escola, certamente pelo meu aniversário.
Ele vive nos Estados Unidos e está representado na fotografia oficial da turma do 1º ano no liceu de Faro que ilustra este post. Que a tome como prenda minha em retribuição daquele livro que tanto me comoveu.
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O Diogo é o nono, na fila de cima, a contar da esquerda. Eu próprio sou o terceiro, na fila do meio, a contar da direita. O António Bexiga é o terceiro, na fila de baixo, a contar da direita. As professoras são a Dra. Madruga (mãe de muitos filhos entre eles a atriz Teresa Madruga - que será feito dela?) e a Dra. Maria José(?).
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domingo, setembro 9
UMA SEPULTURA EM LONDRES
Karl MarxQuem estiver interessado pode ler o poema “Uma sepultura em Londres”, de Jorge de Sena, a que faço referência no artigo “Apetecia-me escrever …”
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"A BAIXA" À DIREITA
Maria José Nogueira PintoNogueira Pinto à frente da Baixa
Estava à vista esta nomeação. É uma ideia que vem de longe. A falência da aliança de direita no governo e na CML deixou despojos entre ruínas. Depois do “Zé” vem a “Zézinha” e está fechado o arco do poder na CML. Os extremos unem-se em torno do PS. Manobras perigosas! Um amigo pergunta-me quando chegará a hora de Louçã assumir a Economia e Paulo Portas a Administração Interna. Humor negro está bem de ver …
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Movimento religioso feminino
(…) “Com efeito, a partir de 1147, o rei concentra a sua política no povoamento e reestruturação do Entre Douro e Mondego, sobretudo nos territórios recém-conquistados. Nessa altura, os seus principais objectivos orientam-se para a defesa e consolidação do território a fim de evitar a sua recuperação pelos sarracenos. Esta concentração de esforços tinha como contrapartida um certo alheamento para com os territórios de regime senhorial a norte da serra de Estrela. Dir-se-ia, pois, que Afonso Henriques considerava o movimento religioso feminino como um assunto que não lhe dizia respeito a si, mas aos nobres e à Igreja. De facto, eram eles os primeiros interessados em proteger os mosteiros onde podiam professar as viúvas e as filhas excluídas do casamento. Como é evidente, este aspecto da política régia não diminui em nada o importante papel desempenhado pelo nosso primeiro rei na história religiosa do seu tempo: mas mostra quais eram as suas preferências espirituais e, ao mesmo tempo, de que maneira ele as articulava com as suas responsabilidades de soberano. Confirma o que anteriormente vimos acerca da sua progressiva consciência daquilo a que podemos chamar, com evidente anacronismo, as suas funções de chefe de Estado. Foi essa consciência que o levou a tornar-se cada vez mais independente da aristocracia nortenha e que o orientou na escolha dos seus auxiliares, nas suas actividades militares, na política de repovoamento, nas relações com o papa, com os bispos e com os outros soberanos.” In “D. Afonso Henriques” de José Mattoso, ”8. “Eremitas, cistercienses e monjas”, pg. 97 (23).
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sábado, setembro 8
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