terça-feira, julho 30

POLÍTICA - 13

Estranho verão como se anunciasse todas as transições, do clima à política, indeciso e crispado, auspicioso pelo rasgão de Francisco nos tecidos da ganância, desesperante pelos silêncios dos que descrêem e se resguardam. A vida continua e todos os movimentos contraditórios se transformarão em mudanças. Resta saber dos caminhos da justiça e da liberdade. Como regenerar o regime democrático? A maioria está de acordo num ponto: é preciso reabilitar a política e os seus protagonistas sem cedências ao populismo. Mas a expectativa do empobrecimento geral enfraquece a democracia. E a simultânea assunção da perda de independência, ou da sua drástica limitação, numa pátria aberta ao mundo, expulsa o talento e retém a resignação. Talvez convocar as Cortes!     

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