Deixar uma marca no nosso tempo como se tudo se tivesse passado, sem nada de permeio, a não ser os outros e o que se fez e se não fez no encontro com eles,
Editado por Eduardo Graça
segunda-feira, fevereiro 9
A direita caótica
As presidenciais foram ganhas por Seguro, candidato improvável, de forma esmagadora. Por todo o mundo a notícia é de vitória do socialista moderado contra o populista candidato da extrema direita. O brilho das eleições que as TVs transmitem dando voz aos candidatos, comentadores e quejandos, colide com o negrume dos destroços e das vozes desesperadas das vitimas das tempestades. Avultam em imagens dois paises igualmente pobres, pequenos e periféricos. Por mais fervor do realismo patriótico de vencedor e vencido, juras de cooperação e apaziguamento, tudo ficará, no essencial, na mesma. Os pobres pagam a fatura da distância e indiferença do Estado, das grandes empresas, da banca, que nem vertem lágrimas, nem anunciam apoios correspondentes à celebrada responsabilidade social. Como na guerra a maiora esmagadora dos que morrem são os pobres. Seguro terá muitas dificuldades em ser ouvido por um governo do quero, posso e mando e ao arrepio do seu desejo de consensos poderá ver-se enredado numa luta de fações da direita, em ambiente de declinio do desempenho económico e financeiro do país. A direita vai entrar num periodo caótico. Logo veremos quem será o lider da direita que a ponha na ordem. Desconfio de quem seja!
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