Deixar uma marca no nosso tempo como se tudo se tivesse passado, sem nada de permeio, a não ser os outros e o que se fez e se não fez no encontro com eles,
Editado por Eduardo Graça
segunda-feira, setembro 21
18 anos
Escrevo nas vésperas da mais que provável dissolução da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) por decisão da Assembleia Geral mas, na verdade, decidida pelo governo, medida tomada no contexto da modernização do Estado, mas cujas verdadeiras razões e alcance não entendo, nem conheço quem as tenha entendido. Esta medida representa, objetivamente, a eliminação de um centro de competências, de natureza pública, na área do cooperativismo, da economia social e do voluntariado que sempre existiu pós 25 de abril de 1974, primeiro sob a forma de instituto público (INSCOOP – 1977-2010) e a partir de 2010 como CASES. A referência a esta questão explica-se pelo facto de o autor destas linhas ter assumido, por decisão de sucessivos governos, a responsabilidade de conduzir o processo criação da CASES e gestão das suas atividades. Por esta razão e, em qualquer caso, estamos em condições de prestar testemunho já que Portugal realizou nos últimos anos um extraordinário progresso na estruturação e desenvolvimento do setor da economia social. (Parágrafo inicial de um longo artigo escrito para uma publicação espanhola, testemunho pessoal acerca de uma longa caminhada de 18 anos. Divulgarei aqui mais alguns excertos.)
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