Deixar uma marca no nosso tempo como se tudo se tivesse passado, sem nada de permeio, a não ser os outros e o que se fez e se não fez no encontro com eles,
Editado por Eduardo Graça
domingo, novembro 1
Raízes
Deitei-me a pensar da razão de escrever nesta fase tardia da vida, longe de me debater com preconceitos idiotas, e de me fugir a pena tantas vezes para as memórias. A razão resume-se numa palavra: raízes. A família está na primeira linha da memória neste divertimento sério, avesso da obrigação, que é a escrita. Do lado da ascendência materna é o campo, a terra, o chão da minha memória. Eram camponeses e imperava a família alargada da qual a minha mãe foi a primeira a sair, pelo casamento, para a cidade. A memória fotográfica que me chegou remonta ao inicio do século X e nela estão todas e todos retratados a propósito de um qualquer dia de festa.
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