sexta-feira, março 13

MAGALHÃES

albert lemoine

O Pedro Rolo Duarte escreve o que já me apeteceu escrever, melhor ou pior do que ele, provavelmente pior, acerca do Magalhães. Há um mundo de Barreto – o velho mundo dos estimáveis intelectuais urbanos – e o admirável mundo novo das novas tecnologias de informação que rompem todas as barreiras entre grupos e classes sociais. É arrepiante escrever acerca disto porque nos faz aproximar da repulsa pelo pensamento daqueles que julgávamos depositários de uma ideologia humanista de progresso. Esta linguagem é antiga, e tem as suas limitações, mas é a que me ocorreu para tornear a palavra esquerda. Combater o Magalhães, denegrir o Magalhães, achincalhar o Magalhães, excomungar o Magalhães, é um luxo de gente que não quer – por snobismo – ou não precisa – por status social – do Magalhães para nada!
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4 comentários:

microsoft disse...

O problema não é o "Magalhães". O problema é o mesmo governo que cria o projecto "Magalhães" não ser capaz de acabar com o analfabetismo estrutural (9%) e o analfabetismo funcional (45%) que continua a existir em Portugal...porque será?

Lmatta disse...

concordo contigo
beijos

Francisco disse...

O projecto Magalhães é um excelente projecto cujo único (e grande) defeito resulta da falta de concurso público para atribuição.

A alfabetização em Portugal começou quando? Tornou-se obrigatória/generalizada quando?

microsoft disse...

Francisco das 12.41:

O projecto "Magalhães" pode ser um bom projecto (se é excelente, o tempo o dirá), mas não é isso que está em causa. O que está em causa é que o governo (e todos os anteriores desde o 25 de Abril) não consegue resolver o problema da iliteracia. Um em cada dois portugueses é analfabeto funcional. Um em cada dez é analfabeto estrutural. Porquè?
Não é por darmos um computador às criançinhas que resolvemos os problemas da nossa educação.
Portanto: computadores sim, mas enquadrados num ensino que não desvalorize outros conhecimentos básicos (veja os índices comparativos do programa PISA).
É isso que a entrevista do Barreto diz. Leia-a com atenção e não faça afirmações gratuitas de propaganda ao governo. Eu sei que estamos em ano de eleições, mas não é preciso exagerar...